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INOVAÇÃO EM REDE

Inovação em REDE

Martin Luther King Jr. clamou que a sociedade precisava de uma revolução de valores. Pois então, será que seria um simples pedido de socorro por uma nova consciência planetária, para nos relacionarmos com o outro e a natureza de forma diferente, a partir da certeza de que tudo o que temos é finito – principalmente os recursos naturais e os recursos humanos e que somos extremamente dependentes de tudo e todos?

Várias pessoas acreditam que a melhor forma de resolver a tão falada crise – aliás, sempre estaremos em crise, caso não mudarmos nossa consciência – é incentivar o consumo para resgatar a prosperidade do passado. Se realmente a economia melhorar e o tão estimado crescimento voltar, não irá durar muito tempo, pois logo ali na frente vamos encontrar uma barreira, ou quem sabe, a mesma barreira: os recursos necessários para continuar girando o carrossel vão estar bem mais raros e caros. Então, como trata-se de um carrossel, sinto informar que ele dará voltas e voltas, cada vez mais como sempre, e mais rápidas. Estamos levando a vida como se fôssemos máquinas. Como se o mundo fosse uma, mas não somos, por isso que estamos sofrendo tanto, e o mundo também, afinal somos um ecossistema.

Com toda a certeza pela frente virão novas revoluções, e quem não estiver disposto a trocar de lógica, lógica esta herdada da Revolução Industrial – linear, centralizado, especialista, desconectada e competitiva – e se conectar com uma nova consciência, será queimado e engolido pelo próprio ego, que ajudou a criar.

Na década de 60, um polonês chamado Paul Baran, levantou a bola que as estruturas da sociedade estavam mudando e precisaríamos pensar em novas conexões e possibilidade, para assim mudar o todo. Baran diagramou o seguinte: 

 

O primeiro diagrama – centralized – centralizado – traduz o momento em que todas as coisas no mundo eram centralizadas e distribuídas de um único ponto para muitos. Remeta seu pensamento às literaturas passadas, e verás que assim, eram os reinos, feudais, senhores feudais, e os governos, e o que mais existia na época. Como o crescimento do nível de consciência, esse modelo foi se fragmentando, dando origem ao diagrama descentralized – descentralizado – onde a sociedade moderna descentralizou tudo e todos, formando pequenos núcleos, ligados por pequenos nós. Com este modelo surgiram os departamentos, os grupos, as escolas, a mídias, as novas religiões...de fato, este modelo descentralizado, transformou, pela primeira vez, as relações e as distribuições de tudo entre nós.

Por fim, o terceiro diagrama – distributed – distribuído, ou conforme consta em outras literaturas – rede distribuída, ou simplesmente rede – representa o momento em que estamos vivendo. Neste modelo, todos os nós, estão conectados na forma de uma grande rede distribuída, possibilitando muito mais acesso à informação e ao poder. A ampliação do nosso nível de consciência é favorecida, para podermos nos conectar com pessoas com as quais nos identificamos, com que temos afinidades de valores e propósitos, em que cada um é parte de um todo maior.

O diagrama de Baran derruba o mito da concorrência, de que as pessoas são individualistas, egoístas e competitivas por natureza. Mas Baran é pouco – ou nem – lembrado nas escolas, onde são pregadas teorias de Charles Darwin que competimos para sobreviver. “Seja o mais forte, o número um e vença.” Quem nunca ouviu isso? Quem nunca sentiu como se estivesse numa corrida de obstáculos? A mensagem do sistema descentralizado é que seríamos máquinas de interesse próprio e nada mais do que isso, o que só criou mais e mais separações. Desta forma, não criamos uma consciência coletiva. Criamos uma consciência individualista. E com ela obviamente um mundo de escassez.

A vida humana é um ecossistema. Quando você pensa assim, sua ótica muda de “EU” para “SOU”. Sou parte disso tudo e quando o protejo e cuido eu me protejo e cuido, afinal sou o ecossistema. O que você faz pelo mundo volta para você, porque você é o mundo – daí a importância do propósito coletivo.

Você pode divergir desta opinião, mas reflita comigo: “Ninguém é feliz sozinho”. Ninguém brinca sozinho, ninguém nasce sozinho, ninguém é Igreja sozinho, ninguém é Sociedade sozinho, ninguém faz amor sozinho. É urgente relembrar e reviver que somos todos um e estamos conectados em rede.

Isso tem tudo a ver com a teoria de sistemas e redes distribuídas, e nos traz uma série de novas oportunidades e possibilidades. Mas não se engane, pois, também traz uma série de responsabilidade. Sua felicidade é a minha. Seu crescimento é o meu. E se alguém ou algum pedaço dessa rede esta morrendo ou esta mal, isso afeta a todos. E esse mal é capaz de derrubar a rede. Para mantê-la saudável, precisamos tomar decisões baseadas na sustentabilidade não só econômica, mas também ambiental e humana. 

 

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